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Primeira trans a chegar ao posto de coronel no Brasil é policial militar e não parece ter a idade que tem



A tenente-coronel da reserva da Polícia Militar do Distrito Federal Maria Antônia retificou seus dados presentes em seus documentos militares, no início deste mês. Além de ser a primeira coronel transexual da corporação, a militar é também a única do país a alcançar a patente.

Compondo o quadro de militares da reserva remunerada desde fevereiro de 2006, hoje, com 60 anos de idade, a oficial reside em um sítio no interior do Rio Grande do Sul. Para chegar onde chegou, Maria Antônia passou por transformações intensas, algumas envolvendo intervenções cirúrgicas.

A militar bateu um papo com a coluna Na Mira, do portal de notícias Metrópoles, e revelou alguns detalhes sobre as mudanças que, querendo ou não, acabam afetando a vida de amigos e familiares.

“Imagine que, há 30 anos, o máximo que a sociedade ouvia era sobre a existência da Roberta Close”, disse ela, afirmando que naquela época pouco se sabia sobre o tema por conta da falta de informação.

Segundo a oficial, sua transição se deu em um processo que se solidificou aos poucos. Para a coronel, cada pessoa tem seu próprio tempo e ser transexual não é questão de escolha, mas sim de realidade.

Maria Antônia relatou ainda que, assim que encerrou seu tempo de serviço na PMDF e foi direcionada à reserva, mergulhou de cabeça no processo de transição segura. Ainda de acordo com ela, em toda a sua existência ela sempre exerceu todos os papéis impostos pela vida e fez sempre o melhor que pôde e da melhor forma possível, mas agora, está dedicando seu tempo para si.

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